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09/12/2006


Mês de novembro é marcado por mobilizações do MST

O mês de novembro foi marcado por muitas mobilizações em todo o Brasil.
No estado de Alagoas, no dia 30 de novembro, mais de seis mil trabalhadores rurais do MST, MTL (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade) e do MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra), ocuparam um cais do porto de Maceió. A ocupação foi feita para pedir a posse das terras da falida Usina Agrisa, nos municípios de Flexeiras e Joaquim Gomes. A desocupação só aconteceu depois que o presidente do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária), enviou uma carta de compromisso afirmando que o governo vai depositar o valor em juízo, para a compra da usina. Mais de duas mil famílias sem-terra estão há cinco anos lutando pela área.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 20h44
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Encontro Pan-Americano em defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária e do Parque Fabril

http://www.fabricasocupadas.org.br

Local: Loinville-SC

Os trabalhadores e trabalhadoras das Fábricas Ocupadas, que já fizeram três Conferências Nacionais e participaram do Encontro Latino Americano de Caracas em 2005, realizam o Encontro Pan-Americano em Defesa do Emprego, dos Direitos, da Reforma Agrária e do Parque Fabril. O evento que acontece de 08 a 10 de dezembro, em Joinville-SC, deve reunir 500 representantes de 16 países das Américas, além de convidados/as de países europeus. Juntos com as Fábricas estão o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT/SC), o Centro de Direitos Humanos-Joinville (CDH), o Movimento Nacional de Empresas Recuperadas (MNER), da Argentina, a Frente Revolucionária de Empresas em Cogestão e Ocupadas (FRETECO), da Venezuela e a da Central PIT-CNT - que coordena as fábricas recuperadas do Uruguai. Foram confirmadas adesões de trabalhadores e trabalhadoras dos Estados Unidos, das fábricas ocupadas do Paraguai, sindicalistas do México, da Federação dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia, além da presença do Sindicato Nacional de Metalúrgicos da Itália e sindicatos e ativistas de fábricas da Espanha e da Inglaterra.

Categoria: Evento
Escrito por rodrigorodriguesdf às 17h35
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Noam Chomsky - A Manipulação da Mídia: Os Efeitos Espetaculares da Propaganda

 

MARCO MONTENEGRO

 

O que é a democracia nos nossos tempos? Esta é a pergunta base com que Chomsky parte para a sua análise da mídia atual. Não deveria ser uma sociedade democrática, aquela em que as pessoas dispõem de "meios que lhes permitem participar de maneira significativa na condução dos seus próprios assuntos e em que… a mídia é aberta e livre"? Supostamente deveria. Mas o que impera na verdade é uma "democracia de espectadores", uma democracia onde as pessoas e a mídia devem ser controlados, diz Chomsky. Isto porque os "interesses comuns" só podem ser compreendidos por uma elite iluminada de "homens responsáveis". As massas, ou o "rebanho tolo", são demasiado estúpidas para compreender os seus próprios interesses e devem entregar os seus destinos à guarda de uma classe especializada, os políticos. "É a mesma lógica segundo a qual não estaria bem deixar uma criança de três anos atravessar sozinha a rua. Ninguém dá a uma criança de três anos esse tipo de liberdade porque ela não saberia como gerir tal liberdade".

Na análise do lingüista, as massas são meros espectadores da ação e que ocasionalmente esse "rebanho é autorizado a emprestar o seu peso a um… membro da classe especializada", ou seja, na altura das eleições, isto "porque estamos numa democracia e não num estado totalitário", acrescenta. Mas então, e se as pessoas decidem tomar conta dos seus assuntos? Neste ponto, é que entra o papel decisivo da mídia. Antigamente, refere o escritor, recorria-se à força militar para controlar o descontentamento popular, hoje em dia "como a sociedade se tornou mais livre e democrática, perdeu-se essa capacidade; É necessário, portanto, recorrer às técnicas de propaganda; A lógica é evidente; A propaganda está para uma democracia como o cassetete está para um Estado totalitário." O processo requer uma pressão permanente que crie nas pessoas "ilusões necessárias", uma produção de consentimento que leve as pessoas a aceitar políticas que normalmente nunca desejariam, remetendo os debates públicos a questões menores. Para isso é preciso também "falsificar completamente a história", criar um inimigo permanente que mantenha as pessoas devidamente assustadas e, simultaneamente, manter as massas entretidas com coisas como o futebol e as novelas. Segundo Chomsky "a imagem do mundo que é apresentada ao público tem uma relação muito remota com a realidade; A verdade sobre o assunto está enterrada sob um e outro edifício de mentiras atrás de mentiras, Tudo tem sido um maravilhoso êxito do ponto de vista de deter a ameaça à democracia, conseguida sob condições de liberdade, o que é, extremamente interessante; Não é como num estado totalitário, onde tudo é feito à força; Estes feitos são conseguidos em condições de liberdade."

Escrito pelo famoso lingüista e anarquista Noam Chomsky, descrito pelo New York Times como "o intelectual vivo mais importante dos nossos dias", A Manipulação da Mídia surge como um espantoso e elucidativo panfleto acerca da influência da mídia nas nossas sociedades, contribuindo para um debate importante acerca da construção das mesmas.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 16h47
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"Se as pessoas com um poder limitado querem fazer algo, seja vencer o sistema de propaganda ou simplesmente adquirir algum controle sobre suas vidas, têm que criar organizações que lhes proporcionem uma força para contrapor aos principais centros do poder e quem sabe expandir essa força em outras direções."

Autor: Noam Chomsky

Buscar na Web "Noam Chomsky"

Categoria: Citação
Escrito por rodrigorodriguesdf às 15h50
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08/12/2006


Desaviso

 

Marilene Felinto

O homem mais alto do mundo e os homens mais gordos da televisão

 

Numa sociedade regida por princípios quantitativos, o realismo numérico é ferventado a todo instante pela mídia (para usar uma idéia do crítico Fábio Lucas). A televisão, por exemplo, é povoada por elementos, indivíduos e situações inspiradas nesse princípio dos “recordes” numéricos (de peso, de altura, de distância, de velocidade etc.). Basta analisar a coleção de homens obesos ou quase obesos que desfila por telejornais e programas de “entretenimento” nas redes de televisão nacionais: Faustão e Jô Soares são apenas espécimes clássicos (da Rede Globo). Seguem-se a eles Datena e Gilberto Barros, da Rede Bandeirantes, e Luciano Faccioli, da Rede Record, para citar os que mais aparecem. Como profissionais (do jornalismo ou do showbiz, que uma coisa aqui já não se dissocia da outra) são mais ou menos medíocres, e tudo indica que aparecem mais pelo excesso de gordura do que pelo “serviço” que prestam.

Outro dia, no início de novembro, juntaram-se numa única cena – algo grotesca – o apresentador Jô Soares, que se vende corporalmente na mídia como “o gordo”, e o chamado “homem mais alto do mundo”, assim apelidado por uma dessas bíblias da imbecilidade contemporânea, o tal “livro dos recordes” ou Guinness World Records. Nada sobraria do que teria sido uma entrevista do apresentador com o tal homem mais alto do mundo, o chinês Xi Shun, 55 anos e 2,36 metros de altura: Jô Soares, por meio de sua veia cômica de baixa extração, não fez outra coisa senão ressaltar, a golpes de sensacionalismo, o ridículo a que estavam expostos o homem gigante, mercadoria do Guinness que perambulava mundo afora divulgando a tal bíblia e um tal “Dia Mundial dos Recordes” (9 de novembro!) e ele próprio, “o gordo”.

Nada de interesse foi perguntado ao chinês na pseudo-entrevista: se sua altura insólita era coisa de família, questão de genética, se seus parentes eram igualmente altos, se a altura lhe causava algum problema físico (que explicasse a bengala que usava, por exemplo). Na entrevista onde tudo era falso – o chinês, que não falava uma única palavra em português e dependia de uma intérprete, permaneceu o tempo todo alheio às piadas de mau gosto do apresentador –, sobressaíam a deformidade apenas, as formas distorcidas do espetáculo grotesco. Afinal, no universo do grotesco, destaca-se aquilo que se presta ao riso ou à repulsa por seu aspecto inverossímil, bizarro, estapafúrdio ou caricato. Trata-se da visualização do monstruoso, do insólito, do ridículo, do extravagante e do kitsch.

Por que se exibem tantos homens gordos na televisão se não por isso, se não como elemento da espetaculosidade banal que configura este meio de comunicação cheio de falsas sugestões? Não seria mera coincidência. E não se trata de os gordos estarem na contramão da vocação narcísica sob a qual o sentido da vida é buscado, na esfera estética, na beleza produzida nos laboratórios, nas academias de ginástica, nos regimes de alimentação e nas cirurgias plásticas. Não – trata-se da mesma vocação ao inverso. Trata-se, além do mais, de um reforço no ideário machista de que homem pode ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa e aparecer de qualquer jeito: até mesmo como o “gordo” grotesco. Ora, por que não se exibem mulheres balofas na televisão, nos telejornais, nos programas de “variedades”? Pelo motivo óbvio de que está consumada no mercado de mídia a idéia de que mulher é objeto sexual e tem, portanto, que aparecer como tal – quando não anoréxica e bulímica, os quase-cadáveres dos desfiles de moda.

Este comentário não tem nenhuma intenção preconceituosa contra gordos. O que se diz aqui é que a presença específica de homens obesos nas redes de televisão nacionais tem a ver com o fato de a imagem gorda deles combinar com a concepção de “consumo” e “devoração” em que se funda a mídia hoje – “devorar” no sentido mesmo de destruir rápida e completamente, de apoderar-se, de usurpar.

É antes por seu peso e tamanho físico que o apresentador-jornalista Luciano Faccioli, da Rede Record, é homem de televisão. Não é por excelência profissional. No telejornal matinal São Paulo no Ar, o apresentador dá um show de obviedade piegas nos comentários e análises descabidas do noticiário que apresenta. Para não falar da espetacularidade perversa operada por Datena (Brasil Urgente, Rede Bandeirantes) à custa da exploração da violência no universo das classes pobres. Para não falar de outra nulidade chamada Gilberto Barros (Boa Noite Brasil, Rede Bandeirantes).

Num conto antológico e genial chamado “A Menor Mulher do Mundo” (em Laços de Família, 1960), a escritora Clarice Lispector esgotou essa característica de apropriação devoradora da mídia que transforma pessoas em exóticas notícias de jornal ou televisão (como Jô Soares fez com “o homem mais alto do mundo”). 

A narrativa de Clarice vai apresentando o processo de “devoração” de que é vítima a personagem “Pequena Flor”, a menor mulher do mundo, descoberta “nas profundezas da África Equatorial” pelo explorador Marcel Pretre. “No Congo Central descobriu realmente os menores pigmeus do mundo. E (...), entre os menores pigmeus do mundo, estava o menor dos menores pigmeus do mundo.” Era uma mulher, que estava grávida, e a quem o explorador apelidou de “Pequena Flor”: “Marcel Pretre defrontou-se com uma mulher de quarenta e cinco centímetros, madura, negra, calada”. Todo o conto é a expressão do contraditório sentimento de amar sem devorar nem ser devorado: “E então ela estava rindo (...). E ela continuou fruindo o próprio riso macio, ela que não estava sendo devorada. Não ser devorado é o sentimento mais perfeito. Não ser devorado é o objetivo secreto de toda uma vida”.

Primeiro conta-se como a raça de Pequena Flor estava sendo aos poucos exterminada, a devoração real: “Sua raça de gente está aos poucos sendo exterminada. (...) Os bantos os caçam em redes, como fazem com os macacos. E os comem. Assim: caçam-nos em redes e os comem. A racinha de gente, sempre a recuar e a recuar, terminou aquarteirando-se no coração da África, onde o explorador afortunado a descobriria”.

Num segundo momento, Pequena Flor é vítima de uma devoração simbólica: a de seu aparecimento num veículo de imprensa. “A fotografia de Pequena Flor foi publicada no suplemento colorido dos jornais de domingo, onde coube em tamanho natural. Enrolada num pano, com a barriga em estado adiantado. O nariz chato, a cara preta, os olhos fundos, os pés espalmados. Parecia um cachorro.” Pequena Flor é então vítima da reação da gente gorda que a vê no jornal e quer também comê-la, apoderar-se dela, usurpá-lá. Em uma casa, um menino leitor diz à mãe perplexa diante da foto da menor mulher do mundo:

“– Mamãe, se eu botasse essa mulherzinha africana na cama de Paulinho, enquanto ele está dormindo? Quando ele acordasse, que susto, hein! Que berro, vendo ela sentada na cama! E a gente então brincava tanto com ela! A gente fazia ela o brinquedo da gente, hein!”

 

Marilene Felinto é escritora.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 17h53
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MATACUMBAX

http://www.bandasdegaragem.com.br/matacumbax

 

Site da banda de Hip-hop Matacumbax. Confira a música "Ouvinte errado" no link.

 

 

Categoria: Link
Escrito por rodrigorodriguesdf às 16h58
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Midiatrix - o controle midiático da REDE GLOBO(do ponto de vista "Matrix")

 por Espritado

O autor usa o filme Matrix pra passar uma mensagem sobre a REDE GLOBO: A vida real ou a GLOBO?

Categoria: Link
Escrito por rodrigorodriguesdf às 02h15
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Trailer "O Plano dos Brancos"

O documentário mostra o Plano Piloto e suas características peculiares. Lançamento em 2007.


O Plano Dos Brancos - video powered by Metacafe

Categoria: Link
Escrito por rodrigorodriguesdf às 01h59
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07/12/2006


"...seria preciso que o possuidor do dinheiro descobrisse no mercado uma mercadoria cujo valor de uso fosse dotado da propriedade singular de ser fonte de valor"

Autor: Karl Marx

Buscar na Web "Karl Marx"

Quando: 1881

Categoria: Citação
Escrito por rodrigorodriguesdf às 09h39
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Banda Hordi i Pogreçu

http://bandasdegaragem.com.br/hordiipogrecu

 

Link da Banda de Punk/Hardcore Hordi i Pogreçu do Riacho Fundo 2. Basta clicar em "ouvir este álbum" no ícone discografia.

Categoria: Link
Escrito por rodrigorodriguesdf às 09h23
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Por Espritado

 

Disney e Sony deram ordens a seus advogados para que fechassem sites brasileiros que fazem legendas para filmes e seriados e distribuem gratuitamente. Eles conseguiram fechar vários, mas as comunidades de legendadores e usuários de legendas juntaram forças, continuam fazendo legendas e distribuindo de graça em vários endereços que a DISNEY & SONY NÃO PODERÃO FECHAR. TOMA ESSA ADEPI! Nem existem leis brasileiras específicas sobre divx e legendas que possam ser aplicadas ainda(de olho nas leis que vão definir isso), mas as corporações DISNEY E SONY invadem a área e mandam prender.

Listados abaixo a maioria dos sites de legendas que existem.

Central Subtitles
Cinemania
DivX SubTitles - Best place on the net for DivX and DVD subtitles!
Divx Movies
Divx Station
Divx Subtitles
Divx Titlovi
EXTRATITLES.TO: search DivX SubTitles World
English Subtitles
Extratitles
FOROM.COM: subtitles de séries TV / TV shows / Dvd
Legendando
Legendas BRA
Legendas Cinemania
Legendas Divx
MCA (stargate)
Movie Subtitles
Open Subtitles
Popnapisi
Rdw Subtitles
Subscene
Subtitles CZ
Subtitles Divx
Subtitles.com.br
Subtitles.images.o2
SóSeries
Titles.box.sk
Titulky
Titulky k serialum - English
TugaMania
legendas.tv
subforce

Escrito por rodrigorodriguesdf às 07h56
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SEXO
Camisinha desprezada

Como reflexo da falta de diálogo, 61,4% dos jovens brasilienses, entre 18 e 24 anos, se relacionam sem proteção e 24,8% têm filhos. Dados são da pesquisa da Caixa Seguros

Marcella Oliveira

Em um mundo cada vez mais cercado pela informação, pais e filhos ainda conversam pouco sobre sexo no Distrito Federal. O assunto é tabu em algumas famílias e está no fim da lista dos temas debatidos dentro de casa. E o reflexo disso é que 61,4% dos jovens brasilienses, entre 18 e 24 anos, fazem sexo sem proteção, e 24,8% têm filhos.

Os dados fazem parte da pesquisa Fatores Determinantes da Violência Interpessoal entre Jovens no DF, realizada pela Caixa Seguros. O levantamento foi feito com 1.067 jovens, em oito Regiões Administrativas (Brasília, Ceilândia, Lago Norte, Planaltina, Samambaia, Sobradinho, Sobradinho II e Taguatinga). No Lago Norte, encontram-se os jovens que menos usam camisinha: apenas 17%, contra mais de 40% na Asa Sul, Sobradinho e Sobradinho II.

A pouca preocupação com preservativo resulta em gravidez precoce. Um em cada quatro jovens tem um filho e, a maioria, de forma inesperada. "Uma surpresa", definiu a jornalista Ana Laura Cartaxo, 22 anos, referindo-se ao momento que soube da gravidez de Marcelo, hoje com cinco meses. Ela e o namorado, o universitário Bruno Camarano, 21 anos, haviam completado três meses de namoro e nem sempre usavam camisinha. Ana conta que o assunto sexo era tratado com naturalidade pelos pais. "Debatíamos sobre sexualidade, mas sem entrar em detalhes sobre a minha vida sexual", conta.

As classes sociais mais baixas são as que mais têm registro de jovens com filhos. Nas classes D e E, 40% da juventude já tem um herdeiro, enquanto nas classes A e B esse percentual é de 12%. Mas nem sempre é por acaso. Três anos de casamento e um filho a pedido da mulher. Essa foi a missão dada a Bruno Freitas, 22 anos, mecânico de caminhão, que aceitou a proposta da mulher, Michelle Diniz, 18 anos. Morador da Estrutural, Bruno diz que usou preservativo nos primeiros nove meses de  convívio com a mulher. "Quando ela pediu para engravidar parei de usar. Deu certo, ela está no terceiro mês", comemora.

Casamento
Em relação ao casamento, 10,4% dos jovens do DF já estão comprometidos. Planaltina tem o maior número de matrimônios, 17,5% dos jovens, enquanto no Lago Norte o valor chega a ser inexpressivo. Cerca de 15% das mulheres nessa faixa etária já estão casadas e apenas 5% dos homens assumiram um compromisso mais sério.

A falta de diálogo sobre sexo é um dos fatores que faz com que o descuido em relação ao preservativo seja maior. A pesquisa mostrou que o sexo é o assunto que menos ocupa a pauta das conversas familiares. Em primeiro lugar, disparado, está o trabalho, que é o topo da lista em mais de 50% das residências. Em seguida, vem a escola, depois a violência, drogas e, por último, o sexo. "A prioridade são os assuntos dos pais, que estão mais preocupados com o emprego e com os estudos", analisa Miguel Fontes, coordenador-geral da pesquisa.

Mas existem famílias que orientam desde cedo. A desempregada Deise de Oliveira Nascimento, 23 anos, está no sexto mês de gestação e o enxoval para receber o bebê já está preparado. De acordo com Deise, a notícia da gravidez preocupou os pais. "Desde os nove anos minha mãe conversava sobre o assunto comigo. Falta de informação não foi", admite.

Segundo Diva Castelo Branco, gerente da Gerência de DST/Aids da Secretária de Saúde, realmente existe uma dificuldade de conversa sobre sexo dentro das residências. Para isso, ela acredita que a solução é conversar com adolescentes na faixa etária em que têm curiosidade sobre a sexualidade. "Realmente a desinformação em casa é grande. Então a estratégia é ensinar na escola. Realizamos o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, em que atuamos em 70 colégios do DF, muito importante para o esclarecimento do assunto", conta.

 
Jovens estão mais violentos

A pesquisa mostrou também que a juventude brasiliense está  mais violenta. Um em cada cinco jovens do DF já sofreu ameaça à sua integridade física e cerca de 18,9% foram agredidos por outro jovem. Isso resulta em uma violência que mata 70% dos jovens entre 18 e 24 anos.

O primeiro fator determinante para o aumento da violência são os aspectos pessoais. As armas de fogo são a principal causa de violência, que aumenta em 25,8% as chances de um jovem agredir alguém. Cerca de 8,4% da juventude brasiliense tem acesso às armas de fogo e mais de 50% já utilizaram de alguma maneira. O uso de drogas e álcool também aumenta a possibilidade de violência.

Outro fator importante é a família. É comum nos jovens a falta de referência, o que aumenta em 6,7% as taxas de violência. "A pressão da família faz com que cresça a proporção das agressões. Boa parte da violência juvenil é pela falta da autoridade paterna", acredita o sociólogo da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Testa.

O fator escolar também teve destaque no estudo. Segundo o coordenador-geral da pesquisa, Miguel Fontes, o número de reprovações, 60%, é maior que o número de pessoas que nunca reprovaram. "Cada ano de repetência aumenta em 2,7% a taxa de violência entre os jovens", revela Fontes.

Dos jovens agredidos, 37% foram vítimas de amigos e conhecidos. Segundo Antônio Testa, a violência entre amigos no DF é comum. "Pode ser por disputa por drogas, acerto de contas, rixa, briga pela liderança. Temos em Brasília muitas brigas de gangues e disputas internas para ver quem vai controlar aquela área. Em algum momento a amizade é deixada de lado e eles se tornam extremamente agressivos", analisa o sociólogo. A Asa Norte e Samambaia são os lugares onde os jovens mais sofrem agressão, com 37% e 33%, respectivamente. Já no Lago Norte, apenas 10%, que por outro lado tem o maior número de jovens que testemunharam violência, cerca de 60%, nas ruas e nas escolas.

A maior incidência de suicídios foi no Lago Norte, onde  8% dos jovens declararam já terem pensado ou tentado tirar a própria vida. Do total de jovens, 15% já pensaram em se matar. Na violência existe ainda a lei da ação e reação, pois 50% das vítimas também agrediram, assim como 36% dos que ameaçaram foram vítimas.

Um exemplo de superação é o atleta da Seleção Brasileira de Atletismo, Hudson de Sousa. Ele é de Sobradinho e conta que, quando jovem, vários amigos tentaram influenciá-lo para as drogas. "Eu tive oportunidade e aos 20 anos fui morar em  São Paulo para treinar. Vi que vários amigos morreram usando droga ou com tiros de arma", lembra.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 07h01
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PM protege extração ilegal de madeira no Pará

Encravado na região oeste do Pará, na selva amazônica, o rio Uruará tem sido usado como rota para o tráfico de madeira ilegal. A extração de madeiras nobres como o ipê e a maçaranduba, da qual a população depende, pois vive de fazer embarcações dessa mesma madeira, é levada por madeireiros da região, sob o comando da Polícia Militar de Santa Maria, uma das pouco mais de dez localidades ribeirinhas que existem na área.

No mês passado, a população se revoltou com o que via passar diante dos olhos e decidiu bloquear as balsas que transportavam a madeira. Pôs fogo numa delas. Os madeireiros chamaram a polícia para desfazer o bloqueio. Houve pancadaria e prisões. A situação é tensa. O procurador da República no Estado do Pará, Felipe Fritz Braga, teme que o crime ambiental possa virar uma tragédia.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 05h16
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Terrorismo mediático

por Izaías Almada

A revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo têm abusado daquilo que consideram ser a SUA liberdade de imprensa. Esse dois órgãos de informação, em muitos de seus editoriais e matérias, têm quase que sistematicamente se desviado daquilo que se supõe ser o principal escopo de uma imprensa séria e responsável num país democrático: a notícia desvinculada de compromissos partidários, ideológicos e/ou corporativistas. Quem acompanhou a trajetória da Veja e da Folha, muito particularmente nesses últimos dezoito meses, sabe muito bem do que estou falando.

Mentiras, perseguições, insinuações maldosas, um jornalismo muitas vezes policialesco, eivado de preconceitos, onde um dos objetivos foi desestabilizar o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, desmoralizar o Partido dos Trabalhadores e lançar o opróbrio sobre a esquerda de um modo geral e alguns de seus nomes sonantes. Páginas e páginas de achincalhamento desrespeitoso com inúmeros cidadãos, sem dar a qualquer um deles o direito de defesa, matérias – na maioria das vezes – escritas com o uso do verbo no condicional, sem citar as fontes (provavelmente inexistentes), um jornalismo onde a razão e a inteligência se fazem ausentes, dando lugar a sentimentos rasteiros, preconceitos sociais e ódios de classe.

Porta-vozes de um Brasil arcaico, embora se considerem modernos, como alguns intelectuais e acadêmicos de nosso neoliberalismo caboclo, tais informativos – entre alguns outros – se julgam acima do bem e do mal, são arrogantes e querem fazer suas próprias leis, como se fossem os donos da verdade e soubessem o que é melhor para o país.

Derrotados em suas intenções eleitoreiras, quando apostaram suas fichas na queda do governo Lula e na eliminação “dessa raça” de mais de 60% de cidadãos que pensam por  suas próprias cabeças, partiram as duas publicações para o velho e surrado truque da liberdade de imprensa, mas dela se esquecem quando é para acusar os outros, sem provas, e julgá-los, sem direito à defesa. Contudo, a sociedade está atenta e não vai deixar se enganar por esse jogo de cena. Estado policial?! Intimidação de jornalistas?! Onde? Quando? A quem querem enganar?

E pensar que por estas publicações já passaram homens da estatura de Mino Carta e Cláudio Abramo, só para ficarmos com dois exemplos históricos e emblemáticos! É preciso discutir com urgência a democratização da mídia e a criação de alternativas à informação de mão única, principalmente quando essa informação está a serviço daquilo que o país tem de mais atrasado. Chega de hipocrisia e de falácias. O povo brasileiro merece coisa melhor. Pelo fortalecimento da mídia alternativa! Pela verdadeira democracia da informação! Abaixo o terrorismo mediático!

 Izaías Almada é escritor e dramaturgo.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 04h59
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CONIVÊNCIA INCONDICIONAL (2)
A Assembleia Geral da ONU votou esmagadoramente, dia 17, uma condenação aos mortíferos ataques da artilharia israelense contra a população de Gaza. Esta votação verificou-se seis dias depois de os EUA terem vetado uma proposta semelhante no Conselho de Segurança.
A condenação foi aprovada por uma maioria de 156 votos contra sete, com seis abstenções, e urge o estado judeu retirar imediatamente as suas tropas de Gaza. Em 8 de Novembro o bombardeamento israelense de Beit Hanoun matou mais 19 civis palestinos, incluindo sete crianças e cinco mulheres.
Os países que votaram contra foram: Estados Unidos, Israel, Austrália, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru e Palau. Abstiveram-se o Canadá, Costa do Marfim, Papua Nova Guiné, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 04h40
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CONIVÊNCIA INCONDICIONAL
Está confirmado: por mais criminosas que sejam as ações de Israel, elas poderão contar sempre com o apoio incondicional dos EUA. O moderado projeto de resolução apresentado na ONU pelo Qatar — que pedia a libertação de funcionários palestinos detidos em Israel, a manutenção do fornecimento de combustível e eletricidade a Gaza e repudiava o novo massacre de Gaza em que morreram dezenas de palestinos — recebeu 10 votos a favor, 4 abstenções (Dinamarca, Peru, Eslováquia e Reino Unido) e um contra: o dos Estados Unidos, com o seu poder de veto.   É a segunda vez este ano que os EUA vetam uma resolução do Conselho de Segurança acerca das operações militares israelenses em Gaza.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 04h39
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FASCISMO ELETRôNICO NOS EUA 
Desde de 4 de Dezembro toda a pessoa que entra ou sai dos Estados Unidos é avaliada, sem o seu conhecimento, como ameaça terrorista. Os resultados serão mantidos durante 40 anos pelo US Department of Homeland Security. Trata-se do Automated Targeting System. Os dados contidos nas fichas permanecerão secretos para os cidadãos afetados — só polícias e autoridades poderão ter acesso aos mesmos.

Escrito por rodrigorodriguesdf às 04h36
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Blog Aberto

Escrito por rodrigorodriguesdf às 04h00
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